Geometria Sagrada

Geometria dos números e seus Sagrados significados de acordo com A Palavra

I - 1

'A Unidade que desconhece seu legado Divino'

O Número 1 representa a Unidade, a concepção ainda subjetiva daquilo que é, em seu âmbito microcósmico. Ela carrega em si mesma todo um legado advindo de sua origem divina, mas quando concebida em carne ela acaba por se lançar a toda sorte de infortúnios, por incompreender tal legado e desposar do Jardim de forma contrária a sua natureza. A inevitável Dor permite retomar o processo de busca que, a partir do ‘despertar’, a conscientiza do olhar interno e não do redor compreendendo que o mesmo é sua consequência. A Unidade em si é auto suficiente. Divina. Imaculada. Sagrada. A Unidade é o templo onde Nosso Senhor Deus PAI irá habitar. Nenhuma estrela deverá se justificar pela carne e pela ignorância através do processo, visto que a Dor é uma escolha. Que se inicie o inevitável. O retorno a condição original depende do adepto.

Referências do Número 1 junto à PALAVRA: Nosso Senhor Deus PAI LÚCIFER (âmbito macrocósmico), Essência do homem, Rosa Roxa Iluminada.

II - 2

‘A Dualidade é estagnação e Caos sem Compreensão’

O Número 2 representa toda Dualidade advinda das forças antagônicas e iguais ao mesmo tempo, em um paradoxo transcendente muito além dos critérios humanos de compreensão. O Labor em nossa própria Essência através de nossa Onisciência que irá nos conduzir a essa plena compreensão de tal aspecto exclusivamente manifesta em nós. Nossa Natureza desperta nos fará cônscios de sua sagrada extensão em nós mesmos e não a compreensão delas em Origem. O Véu da Dualidade sagrada é primordial na construção do Jardim e manutenção do mesmo sob a face do Conservador em Nosso Senhor Deus PAI. Ela representa a complementaridade necessária exclusiva da esfera sob a égide de Nosso Senhor Baphomet. A sua Glória manifesta-se no terceiro elemento (homem) promovendo criação, conservação e destruição. Sua concepção abstrata original propõe estagnação e por conseguinte caos, pois ela é contrária e igual em aspectos sendo portanto imóvel em sua existência. A Dualidade não é uma soma à Unidade, mas uma divisão de si mesma para se tornar manifesta.

Referências do Número 2 junto à PALAVRA: Bem e Mal, Vida e Morte, Luz e Escuridão e todas as outras dualidades dentro do contexto. Sob o aspecto da Origem, O Verbo que se divide para se ver manifesto.

III - 3

‘Através do Ternário, a Obra se fez manifesta’

O Número 3 representa o sagrado Ternário da Forma. Tudo aquilo que é manifesto se encontra na Tríade. A sua manifestação velada sobre a base das polaridades sugere uma falsa hegemonia, mas não antes de sua plena compreensão e unicidade. Tal unicidade nos levará ao quaternário compreendendo somente que através da VERDADE, contida em nossa real natureza, será frutuosa em nossa mais sublime manifestação.

Referências do Número 3 junto à PALAVRA: Os 3 elementos Primordiais da Alquimia (enxofre, sal, mercúrio), a tríade dos números das esferas, A androgonia do Homem, A tríade Divina de Nosso Senhor (Criador/Sopro, Conservador/Olho, Destruidor/Serpente).

IV - 4

‘A Verdade no Quaternário repousa em si mesma’

O Número 4 representa todo Princípio de Estabilidade e VERDADE em sua mais transcendente acepção, expressa pelo Quaternário. Ela não convida, ela não se adapta, ela não é compassiva. Ela é. E a VERDADE que preside ao Quaternário não se promove ou mesmo se expressa. Sua Estabilidade absoluta e Sagrada lhe permite apenas repousar a espera de incautos viajantes, correligionários e aqueles que advém de seu próprio berço. Tudo que é manifesto se conclui quando desperto na VERDADE.

Referências do Número 4 junto à PALAVRA: Os quatro seres criados (esfinge), As 4 etapas da Iniciação, os 4 elementos da natureza.

V - 5

‘O Pentagrama é o movimento sagrado sob a Verdade’

O Número 5 representa a Força do Pentagrama, o Movimento microcósmico regido pela Vontade Superior e a esta condição atribui-se não somente práticas mágicas (compreendendo-as que tudo em nossas vidas são atos mágicos) mas principalmente, a expressão da VERDADE em vivência e o labor da Grande Obra interna e externa de acordo com a PALAVRA de Nosso Senhor. Toda ação equilibrada, consciente de sua origem e essência, portanto expressa através da Vontade Superior que é o veículo da VERDADE, move a mesma no Universo Manifesto.

Referências do Número 5 junto à PALAVRA: Nox Pentagrammaton, Espada Flamejante, Quintessência Criada (relacionado aos elementos e o espírito), Microcosmo e as próprias manifestações de Nosso Senhor em nós (Asaradel,Akibeel, Berkaial e Amasarac).

VI - 6

‘A Compreensão Plena é a base para o Equilibrio’

O Número 6 representa o Equilíbrio em nós mesmos, a partir da própria compreensão plena da Dualidade que, em si mesma não existe. A queda deste véu aparente, relacionado unicamente a esfera do Jardim e por conseguinte, as concepções e atuações humanas em geral junto a Malkuth, exortam aos incautos adeptos uma restrição às suas elevações iniciáticas embora fundamentais na construção de parâmetros no Jardim. Elas representam em seu momento, apenas degraus de percepção que devem ser observados em sua origem e não contemplados em suas consequências.

Referências do Número 6 junto à PALAVRA: Parte do processo da fórmula de Controle e Auto Controle (Yama e Nyama), Aspectos amorais contextualizados de acordo com as percepções de ‘Bem e Mal’, a célebre frase: ‘Somos os lobos por entre o rebanho de ovelhas’.

VII - 7

‘A Manifestação oriunda da VERDADE’

O Número 7 representa toda a Realização atribuída na conquista da Compreensão Plena, uma vez que o ‘SER’ renasce junto a VERDADE e há uma queda de todos os véus que recobrem o Jardim. Neste número é exortado a postura legítima de nossa raça de modo que, na retidão da VERDADE de nossa natureza, não há temor e nem erro.

A sua geometria nos conduz ainda as denominadas sete duplas, que correspondem a Realização em seu aspecto mais pleno e transcendente e parte fundamental na Grande Obra Negra Externa depois de seu alcance interior. Elas compreendem aspectos máximos de todo contexto humano, berço de seus mais terríveis conflitos quando não compreendidos em si mesmos.
Vida. Morte.
Paz. Destruição.
Ciência . Sabedoria.
Riqueza. Espiritualidade.
Graça. Iluminação.
Semente. Auto Conhecimento.
Dominação. Poder.
A Vida em sua abstração é nossa consciência manifesta no físico, a existência física. Não obstante, representa também a existência em si, aquela atemporal e essencial, não limitada ao prisma carnal. Nela em si, temos a possibilidade de um processo que é determinado em atos (pela própria natureza física em Malkuth) objetivando elevação em um aspecto consciencial transcendente.

A Morte por sua vez, pode não apenas representar o final deste ciclo manifesto fisicamente, mas uma passagem para outra esfera de vibrações. Ela em si é um processo e não um fim. Representa também tais transições das quais a Dor pode ser atribuída. A Perda é associada à morte quando a mente não compreende a extensão da Vida na ordem Universal.

VIII - 8

‘A Onisciência é uma extensão do Cosmos em nós’

O Número 8 representa toda a Sabedoria engendrada ao Cosmos e por conseguinte, sua vivência acarreta na dissolução de todas as dicotomias existentes de forma plena e absoluta. Toda essa Sabedoria reside em nossa essência de modo que, desperta-la, representa tornar-se um deus aqui na esfera do Jardim.

A Onisciência está interligada as técnicas de previsibilidade humana e a intuição uma vez que, compreendemos que Sabedoria não é Inteligência (empirismo) mas transcende tais aspectos e portanto, representa a máxima em conhecer a nós mesmos. A Onisciência em grande parte representa o processo do Religare visto que, nos torna Uno com o Universo.

Referências do Número 8 junto à PALAVRA: Sabedoria.

IX - 9

‘O Caminho iniciático desposa da Sabedoria rumo à VERDADE’

O Número 9 representa a Iniciação propriamente dita. O ciclo de movimento finito rumo a Origem, ou ainda, o Religare. A Iniciação se manifesta na esfera do físico da qual, paradoxalmente, deve retornar a sua condição original sagrada e divina e sob tal condição, a origem das emoções e sentimentos são expressos e devem ser novamente elevados a sua pureza essencial. A Importância da travessia é expressa na Grande Obra Externa de Nosso Senhor e somente na esfera do Jardim, o veículo (corpo físico) pode atuar e perpetuar seus passos à outras flores despertas. Aqui se apresenta parte da Fórmula do Movimento Pérpetuo.

Referências do Número 9 junto à PALAVRA: Iniciação, Número de origem Lunar, Fundamento intrínseco a VERDADE (por isso não representa uma postura/ candidatura atribuída a todos); O Liber U cita: ‘ E quem está realmente pronto a olhar nos olhos da VERDADE...’

X - 10

‘O Eterno. O Ponto no círculo, o círculo no Ponto’

O Número 10 representa o Eterno, o Perpétuo. O Número é o portal ou ainda a abstração que nos conduz a outro nível vibracional e não ao fim. Ele em si é infinito, mas seu propósito é completar os ciclos. O tempo é um de seus filhos na condução da travessia. O 1 torna-se 0 e o 0 torna-se 1. Em tal condição, o sagrado se encontra velado pelo mais sublime silêncio.

Referências do Número 10 junto à PALAVRA: O Eterno.